domingo, 6 de dezembro de 2009

Peregrinação


Comecei uma viagem em setembro. Passei pelas capitais do nordeste do Brasil, seguindo sempre pelo litoral. Como mochileira, carreguei minhas coisas, inclusive casa (barraca) e tentei seguir um roteiro previamente montado com preciosa ajuda da internet. Embora houvesse dúvidas de que alguns lugares realmente existissem, posso dizer que a prévia procura logrou êxito e boas surpresas. Passei por portos seguros, como a casa de amigos e albergues com certificado de garantia. Mas também acampei em instalações que não ornavam com o paraiso ao redor.
Fui bem recebida em todos os lugares, fui acolhida e até mimada em alguns. Porém, não me deixei levar por certos convites voluntariosos para experiências ímpares, pois, de certa maneira, me pareceram como suculentas maçãs cujo gosto não chegariam a satisfazer o prazer de gozar o paraiso por mais algum tempo.
Não vou descrever lugares, as fotos falarão por si. E das descobertas possíveis, uma foi a facilidade de retrarar paisagens, diferente de retrarar pessoas. As paisagens encantam, inebriam. As pessoas, de outro modo, nos fazem pensar. E não sou boa retratista de pensamentos.
A peregrinação foi longa, e devo adiantar uma das conlusões possíveis deste caminho: ele continua seguindo. Isto quer dizer que este blog terá vida longa. As ausências também são coisas da vida, então não me sentirei culpada como as vezes me ocorria quando a data do último post remetia a páginas amareladas do calendário. Mas não deixarei de perseverar e seguir. Agradeço a companhia.

sábado, 12 de setembro de 2009

uma festa para este dia

Há dias que marcam por deixarem aquela sensação de que estamos vivos. Há também dias que são marcos pois determinam o ínicio e o fim de alguma coisa. 11/09 é um bom exemplo, e se já não fazia parte, passou para a minha história como o última dia de trabalho no hotel. E a exemplo dos membros da Al Quaeda, fiz uma festa para comemorar, um luau na praia. Por ter sido de última hora, o resultado foi surpreendente, com ajuda de tochas e isopores emprestados do hotel; assim como os aviões cedidos pelos próprios americanos.
O meio da festa não importa muito, foi como um resumo de como as coisas funcionam.
No final fui chamada para ir embora, mas como a possibilidade de estar na praia, com lua, comes e bebes, fiquei tentada e continuei por ali. Tempo suficiente para tomar vários banhos de chuva e carregar toda a tralha até a entrada do hotel e depois de táxi até em casa.
Não há dia histórico sem que alguma coisa saia do roteiro. E não por isso deixam de ser marcantes e especiais.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

muito tempo depois

é com tempo que as coisas mudam. o que mudou foi o jeito de pensar e agir. adquiri esse conceito de não saber o que quero, mas ter muito claro o que não quero. estou colocando em prática, o que desperta surpresa naqueles que me cercam, o que me faz entender menos ainda esta reação. os que me cercam sabem melhor que outros que algo não está bem, as olheiras dizem isso, os ombros curvados, a cara feia, as palavras tortas e a falta de tempo.
descobri pela experiência de uma amiga que certas transformações somente são possíveis quando se tem tempo, então vou atrás disso.
não sei nada do amanhã, só quero mesmo esperar.
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terça-feira, 28 de abril de 2009

heaven knows...

Heaven Knows I'm Miserable Now
The Smiths

Composição: Indisponível

I was happy in the haze of a drunken hour
But heaven knows I'm miserable now
I was looking for a job, and then I found a job
And heaven knows I'm miserable now

In my life
Why do I give valuable time
To people who don't care if I live or die?

Two lovers entwined pass me by
And heaven knows I'm miserable now
I was looking for a job, and then I found a job
And heaven knows I'm miserable nowIn my life
Oh, why do I give valuable time
To people who don't care if I live or die?

What she asked of me at the end of the day
Caligula would have blushed
"You've been in the house too long", she said
And I naturally fledIn my life
Why do I smile
At people who I'd much rather kick in the eye?

I was happy in the haze of a drunken hour
But heaven knows I'm miserable now
"You've been in the house too long", she said
And I naturally fledIn my life
Why do I give valuable time
To people who don't care if I live or die?

terça-feira, 21 de abril de 2009

um lugar de onde vem

Começo a pensar que preciso daqueles dias nublados, de chove e não chove, de garoa que só faz molhar e não mata a sede de tantas ilusões perdidas. Aqueles dias de não ver passar, que não se sabe se foi bom ou ruim e deixa uma ponta de inspiração. O que será isso de não querer pôr no papel todas as conexões mirabolantes de nossa flora cerebral.

Muitas coisas fazem parte desse processo construtivo, fatores, fatos, idéias e palavras, muitas palavras, que brotam desenfreadas de não sei onde e atravessam a nossa linha do tempo. E tudo afinal tem a ver com isso, o tempo que leva para acontecer que depende de ter tempo para pensar, e o que está raro nesses tempos.


(ao som de música folk e jazz)

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A saga

Na incansável e prazerosa tarefa de assistir à toda produção cinematográfica já registrada, "tiquei" os seguintes quadradinhos da lista:

acléo de 5 às 7: porque em preto e branco as histórias têm outra cara...

a o dorminhoco: mais Woody numa viagem que atravessa milhares de anos sem perder sua deliciosa ironia e irreverência;

a waking life: já imaginou o que é ser apresentado a diversas teorias e críticas filosóficas enquanto dorme? essa é uma das melhores que já vi; e ainda em formato animação (primeiro, os atores foram filmados, depois, as imagens foram submetidas a intervenções de diferentes animadores).

a árido movie: isso aqui, ôô, é um pouquinho de Brasil, iaiá...o que dizer depois desse artigo http://www.geneton.com.br/archives/000167.html

a absolutamente certo: no final dos anos 50 o cinema ainda era confortavelmente inocente e suficientemente crítico para ser agradável, como uma boa sessão, uma poltrona confortável e uma pipoca na mão.

a alice no país das maravilhas e o mágico de oz: ambos mudos, produto de um site de filmes já considerados de domínio público, gravações do início do século e até com efeitos surpreendentes para a época.

a até que enfim é sexta-feira!: um retrato hilário dos anos 70 e uma cena inesquecível de alguém que se acha.

(esse post estava a meses nos rascunhos...)

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domingo, 19 de abril de 2009

English Thing


LOST
(inspirado no seriado Twin Peaks)

I really wanna know
what am i supose to do?
always keeping the moments away
thinking i could protect you

am i doing right?
am i doing wrong?
am i being myself
trying keep this hidden?

if i cannot wait
for you to get prepared
i will need an excuse
to explain why we did it

finally it happened
and now i'm scared to death
since when you desapeared
i've being asking
are you come back?

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BE AWAKE
(inspirado no filme com rotoscópio waking life)

i was also trying to think
don't smoke, don't drink
trying to get the reality
on my own hands and shake it

be awake, i said
with strong voice
as i were my father
as i had no choice

to choose or be choosen
to say yes to everything
be awake will be my punishment
i've decided, no more dreams

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quinta-feira, 16 de abril de 2009

comentário

dando uma repassada no que tenho postado acabo por concluir que tá realmente bestial. deve ser fase...assim espero; enfim..., o que tenho feito muito e melhor é assistir dezenas de filmes e baixar uma centena da net, em casa e no trabalho. como basta apenas colocar pra baixar e esperar.
Estava numa fase de volta aos clássicos com fred staire, audrey hupburn. depois woody allen e almodóvar, e agora stanley kubrick e david lynch. tô começando a mudar pra lars von trier e os filmes do dogma 95. mas deve ser fase...
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comecei a escrever com a ponta do lápis

Não quis esperar. Achei que se perdesse o momento, você poderia de uma hora pra outra me escapar. Fiquei aguardando para que tudo acontecesse de modo espontâneo e despreocupado; e parece agora, depois de certo tempo, que o medo em situações novas distrai a mente do que ela deve realmente perceber, um véu sobre o rosto que coça a ponta do nariz, incômodo.
É passado, já aconteceu, está escrito. Acredito estar diante de uma história de muitos capítulos, os personagens se apresetaram e encontraram um desvio no caminho. Hora boa: é quando tem que parar e pensar e, enfim, escolher. Caminhos. Assim começam as histórias. O verbo é brotar e deixar que nasça o que tiver de nascer.

As linhas já estavam escritas na ponta do lápis, a mão só fez desenhar.

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domingo, 15 de março de 2009

novidade

já tinha feito um teste que caiu de um dia pro outro, agora parece que tá mais firme. espero que dure um pouco mais de tempo...

café

o ruim do café é quando ele acaba.

ou eu ou elas

É uma luta. E diária. Se tem uma coisa que tira completamente minha concentração é o vôo descordenado e ruidoso das moscas. E aqui, a cinco minutos do mar e a dois do topo o Morro do Careca que ainda tem vegetação, ainda mais nesse tempo chuvoso, faz eclodir uma dezena delas a sondar por onde eu estiver.
Está certo, o fato de eu às vezes deixar louça na pia não ajudar, acontece que aqui também é o lar delas. Porém, não contavam elas que o ser humano seria capaz de arquitetar uma engenhosa e infalível arma, e por que não, o instrumento de uma sessão terapeuticamente desestressante: o mata mosca, minha melhor aquisição para esta estadia em Natal e que com certeza vou levar na mala.


sábado, 14 de março de 2009

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Eu vi

De volta ao mundo dos filmes, recomeço a saga com o bom e velho Woody vendo por inteiro seu Zelig, o homem camaleão; uma história bizarra e tão surreal que a gente até acredita. Pulei para os curtas de Jorge Furtado, só para dar um exemplo, o cara que fez Ilha das Flores.