segunda-feira, 24 de maio de 2010

Importado

"A vó fala para o neto:
- Cuidado que esse vaso veio do Japão!
Ele responde:
- Lá em casa também tem um monte de coisa que veio da China, do Paraguai..."

Foi-se o tempo que algo importado tinha alguma importância.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Hoje é o depois

Sofrer por antecipação é característica de qual distúrbio mental?
Lido muito melhor com um soco direto na cara do que promessas do tipo 'te pego lá fora'.
Minha integridade física não está ameaçada, mas ficar esperando por um ´parecer´ é uma verdadeira tortura. E agora que a notícia ruim se tornou real, eu penso: ah, tá bom, vamos esperar mais um pouco, quem sabe é um sinal.
Claro, sinal de que quem precisa pagar as contas tem também que enfiar o rabinho entre as pernas, sorrir e dizer amém.
Infelizmente, a sociedadezinha hipócrita da qual falei anteriormente é que está no comando. Mas não vamos perder a mania, ainda que ingênua, de ter esperança e acreditar que no final vai dar tudo certo. Oxalá!!

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Ligação do banco

São 20h, você está jantando e quer descansar. Um telefonema de alguém que não se identifica e quer saber o seu nome. Você é quem ela procura para...vender uma porra de cartão de crédito.
Não que você queira ser mal educado, mas se a ligação pode estar sendo gravada, você pode querer dizer umas verdades.
Por que o dono do banco não contrata o coitado do op. de tlmk como bancário para diminuir as filas e ter um funcionário vestindo a camisa e bem informado para dar ao cliente toda atenção e explicar as vantagens que a empresa que ele contratou e paga pelos serviços pode lhe oferecer? Todo mundo sairia ganhando, umas milhares ou milhões de pessoas entre empregados e clientes, e talvez o banqueiro ganhasse um pouco menos. Ao invés de fechar o ano lucrando 3 bilhões, ele lucraria 2 bilhões.

Por isso não acredito que o resultado evolutivo da sociedade moderna seja realmente uma evolução.
Acredito que complicamos coisas simples, desvalorizamos coisas importantes, nos tornamos coisas ou, pra ser mais preciso, produtos para atender uma demanda.
Não nos identificamos com quem somos, mas com uma função. Não nos identificamos com os outros, eles são trampolins ou obstáculos.
Sinto por pensar assim, e sinto mais por me parecer tão verdadeiro e irreversível.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

VONTADE DE GRITAR !!!!!!!!

Estou a muito tempo sem fazer porra nenhuma e isso me deixa angustiada.
Vejo filmes e seriados e tenho pouco contato com pessoas de verdade e histórias da vida real, ou seja, vivo mais num mundo de fantasia do que no mundo real.
Nas oportunidades que tenho de estar com amigos não quero deixar de fazer o que gosto, então me arrisco, contamino meu sangue e urina e agora tenho um exame que nunca fica pronto e que pode arruinar uma chance concreta de trabalho. Problema meu, né? Essa sociedadezinha hipócrita em que vivemos não tem nada a ver com isso, afinal sou eu que não quero jogar segundo suas regras, então, que eu sofra as consequências, mesmo que eu seja boa no que faço e dê conta do tranco.
Mas a vida é filha da puta mesmo, eu sou FDP, eu mereço! Porque falo que vou fazer uma coisa, e depois não faço. Publico aqui que não vou dar em cima de amigas, mas dou. Levo um não e aí a bêbada chora. Já falei aqui que não posso mais com bebida, pois me sinto mal e às vezes faço, ou melhor, falo merda? Pois então, não posso mais com bebida. Mas vou parar, acho que não. Não vou cometer o mesmo erro num mesmo parágrafo, né?
Ainda não é hora do foda-se. Por hora só quero gritar: aaaaaaaaaaaaaaaaahhhhhhhhhhhhhhhhhh!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

sábado, 17 de abril de 2010

Lakmé - Opera de Léo Delibes

A história se passa no século XIX no final do Raj britânico na Índia. Muitos hindus foram forçados pelos britânicos a praticar sua religião em segredo. Primeiro Ato: Os hindus vão realizar seus ritos em um templo sagrado brâmane sob o sumo sacerdote, Nilakantha. Lakmé, filha de Nilakantha (que deriva do sânscrito Lakshmi) e sua serva Mallika são deixadas para trás e vão até o rio para colher flores, onde elas cantam...



Lakme
Viens, mallika, les lianes en fleurs
Jettent déjà leur ombre
Sur le ruisseau sacré qui coule,
Calme et sombre,
Eveillé par le chant des oiseaux tapageurs!

Mallika
Oh! maîtresse,
C'est l'heure ou je te vois sourire,
L'heure bénie où je puis lire
Dans le coeur toujours fermé de lakmé!

Lakme
Dôme épais le jasmin,
A la rose s'assemble,
Rive en fleurs frais matin,
Nous appellent ensemble.
Ah! glissons en suivantle courant fuyant:
Dans l'on de frémissante,
D'une main nonchalante,
Gagnons le bord,
Où l'oiseau chante,
L'oiseau, l'oiseau chante.
Dôme épais, blanc jasmin,
Nous appellent ensemble!

Mallika
Sous le dôme épais, où le blanc jasmin
A la rose s'assemble,
Sur la rive en fleurs riant au matin,
Viens, descendons ensemble.
Doucement glissons
De son flot charmant
Suivons le courant fuyant:
Dans l'onde frémissante,
D'une main nonchalante,
Viens, gagnons le bord,
Où la source dort
Et l'oiseau, l'oiseau chante.
Sous le dôme épais,
Sous le blanc jasmin,
Ah! descendons ensemble!

Lakme
Mais, je ne sais quelle crainte subite,
S'empare de moi,
Quand mon père va seul
À leur ville maudite;
Je tremble, je tremble d'effroi!

Mallika
Pourquoi le dieu ganeça le protège,
Jusqu'à l'étang où s'ébattent joyeux
Les cygnes aux ailes de neige,
Allons cueillir les lotus bleus.

Lakme
Oui, près des cygnes
Aux ailles de neige,
Allons cueillir les lotus bleus.

Lakme
Dôme épais le jasmin,
A la rose s'assemble,
Rive en fleurs frais matin,
Nous appellent ensemble.
Ah! glissons en suivant
Le courant fuyant:
Dans l'on de frémissante,
D'une main nonchalante,
Gagnons le bord,
Où l'oiseau chante,
L'oiseau, l'oiseau chante.
Dôme épais, blanc jasmin,
Nous appellent ensemble!

Mallika
Sous le dôme épais, où le blanc jasmin
A la rose s'assemble,
Sur la rive en fleurs riant au matin,
Viens, descendons ensemble.
Doucement glissons
De son flot charmant
Suivons le courant fuyant:
Dans l'onde frémissante,
D'une main nonchalante,
Viens, gagnons le bord,
Où la source dort
Et l'oiseau, l'oiseau chante.
Sous le dôme épais,
Sous le blanc jasmin,
Ah! descendons ensemble!

Lakme & Mallika
Ah! ah! ah!
Ah! ah! ah!

domingo, 11 de abril de 2010

Velha Ingênua

TPM depressiva com ressaca de festa de família numa segunda-feira chuvosa assistindo FOOD INC. é a receita do capeta para acabar com a semana de qualquer cidadã; comigo foi assim.
As idéias apareciam em preto e branco e borradas nas bordas no clima de filme mudo apresentado em cinema de periferia de uma cidade quase abandonada. E não parava de chover.
A semana seguiu com sol entre nuvens e filmes baixados de links duvidosos em cenas em que o microfone aparecia e representações hilárias de situações trágicas, foi melhor rir pra não chorar.
O dia da cólica também passou, porque com 30 gotas de buscopam e tempo livre é sempre melhor dormir e depois assistir a mais uma série inglesa resumida à primeira temporada e cortada por falta de verba.
Até chegar o dia de encontrar os amigos e vomitar as angústias e ouvir de um homem de barbas, porque assim está representado o esteriótipo do terapeuta, aquilo que você já sabia e achou que ninguém ia perceber: projeção. Ouvido, engolido, digerido, dormiu, acordou e aí arrotou a verdade: ele estava certo, é claro!! Como não ME vi antes!!
Então é isso, eu quero falar; porque se antes achava ser possível, já não é, ninguém é adivinho e também não vai sair perguntando até te arrancar algum sentimento se só se profere fatos mastigados. Se eu não me vejo no mundo capitalista, esse já outro caso a ser estudado.
Mas agora, de imediato, está faltando alguém para dar as mãos de vez em quando e tirar a migalha do canto da boca que só quem está tão perto poderia ver e dar importância como mais uma desculpa de sentir a cócega de uma outra pele na ponta dos próprios dedos.
Manter a atenção flutuante até um novo olhar passar...

Hoppipolla (hopping into puddles)

[Tentei postar o video aqui, mas não rolou; então vai no http://www.youtube.com/watch?v=4L_DQKCDgeM e vocês vão entender!! É para cantar junto, hein!! Adoro essa banda!!]

brosandi
hendumst í hringi
höldumst í hendur
allur heimurinn óskýr
nema þú stendur

rennblautur
allur rennvotur
engin gúmmístígvél
hlaupandi inn í okkur
vill springa út úr skel

vindurinn
og útilykt af hárinu þínu
ég lamdi eins fast og ég get
með nefinu mínu

hoppípolla
í engum stígvélum
allur rennvotur (rennblautur)
í engum stígvélum

og ég fæ blóðnasir
en ég stend alltaf upp

og ég fæ blóðnasir
og ég stend alltaf upp

Sigur Rós
. Disponível em http://www.sigur-ros.co.uk

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Seven Years

Spinning, laughing, dancing to
her favorite song
A little girl with nothing wrong
Is all alone

Eyes wide open
Always hoping for the sun
And she'll sing her song to anyone
that comes along

Fragile as a leaf in autumn
Just fallin' to the ground

Without a sound

Crooked little smile on her face
Tells a tale of grace
That's all her own

Spinning, laughing, dancing to her favorite song
A little girl with nothing wrong
And she's all alone

(Norah Jones - Composição: Lee Alexander)

terça-feira, 23 de março de 2010

às segundas e sextas

Meu, a tiazinha que limpa a casa para a minha mãe é o ó!!!
Nunca gostei de ter pessoas estranhas dentro de casa, me sinto desconfortável, apesar do resultado após sua passagem. No mais, é só infortúnio.
- Primeiro que não dá um bom dia.
- Segundo que é meio surda, então, quando estou de bom humor e dou bom dia, ela não escuta.
- Terceiro que me põe de telefonista - e sabem que ODEIO telefone - a tender marido, filho e papagaio ligando para saber sobre o tempo.
- Quarto que agora que tem celular, mas como é surda, dá-lhe o toque mais alto disponível e na média de vários toques por período e os papinhos mais furados que só quem não tem o que fazer pode usar um celular para tanto.
- Quinto que como fica no celular, demora mais para ir embora.
- Sexto que sempre escolhe a hora do almoço para arrumar a cozinha.
- Sétimo, e não último, mas vou parar aqui para respirar, como que para "puxar assunto", faz a brilhante observação enquanto espera que eu desocupe a pia: "Você deu uma engordada desde que chegou, hein?!"

Depois que morre, não sabe o porquê, cazzo!!!!

segunda-feira, 22 de março de 2010

Casa dos Pais

Voltei a morar com meus pais há 5 meses e nada mais familiar do que as velhas manias e sintomas que afloram inconscientemente. É um banquete para os analistas de plantão!

Sinto o mesmo horror de adolescente em ver minha mãe entrando no meu quarto sem motivo aparente, o mesmo desapontamento ao ouvir as discussões vazias que não chegam a lugar nenhum, as precipitações em achismos acusatórios. Também é bem difícil ver que meus sobrinhos sofrem as mesmas pressões, mas tenho a impressão de que eles lidam melhor do que eu lidei com certas sutilezas do convívio doméstico.

Voltei cheia de expectativas. Falei sobre muitas coisas pelas quais passei, das pessoas que conheci e de como mudei e acredito quer cresci durante esses anos. Mostrei que as mudanças são verdadeiras, pois podem ver nos meus novos hábitos e postura. Mas voltei com a expectaiva de que mudanças são possíveis, basta mostrar o lado bom, mas inocentemente subestimei minha capacidade de convencimento. É muito difíicl mudar e muita pretensão achar que alguém irá mudar por você.

Voltei uma vez e é como se voltasse uma outra vez mais, mas sem sair do lugar.

Sei que não dei o meu melhor. Vou guardar minhas energias. Afinal, não posso mudar ninguém antes de REVOLUCIONAR a mim mesma.

quinta-feira, 4 de março de 2010

Subterfúgios Corporativos

Eu sei que é feio, mas a única maneira que encontro de manter um emprego e a sanidade mental é xingar e falar mal pelas costas daquele ser inescrupuloso que divide o mesmo ambiente de trabalho que você, por vezes a mesma função, mas que, por alguma razão misteriosa, se acha superior a ponto de ser folgado e mal educado. Não, eu não faço isso envolvendo orelhas alheias, pois é das coisas mais arriscadas, já que cretino, traidor ou vira-casaca não veêm escritos na testa de quem o é. Então, tenho desenvolvido este mecanismo de defesa corporativo de sentir-me satisfeita em achincalhar tacitamente este tipo de colega de trabalho, assim, em pensamento, ou mesmo pensando alto, mas não o bastante para que outros ouçam e, se ouvirem um balbucio meu, direi apenas que não é nada, estava xingando...ops, pensando alto!

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

antes e depois do carnaval

Eu estava toda xoxa, com gosto de cabo de guarda-chuva na boca e um ômega melancólico na testa, querendo que Nostradamus tivesse errado nos cálculos e o ano da destruição total fosse arredondado para 2010.
Daí uma movimentação, contatos e a mudança do ciclo lunar estabeleceram um novo rumo aos acontecimentos. É o se deixar levar, o contato com outros corpos - a massa - em um único ritimo que passa a ser só seu quando alguém estende a mão com um pequeno orbital azul partido em dois que te leva às nuvens!! O dia seguinte parece impossível, mas basta ouvir os tambores e os rumores que a alma reacende a vontade de sentir-se viva. Soltar a voz, cantar junto e bater palmas, é bonito de ver e fazer parte é a recompensa.
Não contamos o tempo e depois que ele passa parece que foi pouco, e quando recordamos parece muito de tantos refrões e tantos velhos sorrisos que pudemos reencontrar.
Um último abraço antes do trem passar e me trazer de volta à vida de expectativa de um outro carnaval que virá.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

sem retorno

e se eu não falo nada, fica assim. sensação de estar de fora, de não fazer parte. a desculpa era a distância, mas vejo que, se ainda que eu estivesse no quarto ao lado, essa sensação não deixaria de existir.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Momento da Futilidade Necessária

Este é o momento em que nos damos o prazer? de dizer qualquer coisa para não dizer o que realmente interessa. Então, devo dizer que adoro o meu mixer. Já tenho mil coisinhas no roll das coisinhas que são possíveis de serem feitas com ele. Pontos positivos: design que une conforto, praticidade e fácil portabilidade, sua dimensão é melhor para servir poucas refeições. Pontos negativos: com mais refeições vai precisar repetir a mesma etapa várias vezes. Coisinhas: purês e cremes (mandioca, milho, batata, cenoura, abóbora...), sal temperado e soltinho, sucos e vitaminas, bolinho de arroz, massa de panqueca e para tudo o que precise de liquidificador. Eu uso bastante e ele tá firme e forte, indo para o terceiro ano de vida, não apresentou nenhum defeito.


O que eu quero dizer com isso? Só queria não dizer.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Medo do Google

Tenho medo do Google. A sensação é que ele sabe mais de mim do que eu mesma posso admitir que sou.
Ser vasculhada a esta altura seria como ter meu lixo revirado. Pode até ser que tivesse um final feliz como na história do Luis Fernando Veríssimo, mas também estaria sujeita a um final trágico. Ficaria conformada se fosse, ao menos, tragicômico.
Mas a nós não nos cabe saber os finais. Basta esperar que eles nos polpem e não comecem a usar o que lhes dissemos contra nós.
ESSE seria o fim.