quarta-feira, 20 de outubro de 2004

Aos que possam estar se perguntando o que diabos aconteceu com Frida que deixou cair tão bruscamente sua produção, saibam que ingressei numa viagem de tempo indeterminado a uma ilha circunscrita por um território chamado Pinheiros/SP. Esta ilha de habitantes essencialmente cosmopolitas, respira ares italianos e neles se inspira para produzir, ou melhor, reproduzir as maravilhas de sua cozinha.
Esta nova, improvável, impensada, embasbacante e estranhamente boa experiência está já há mais de dois meses transcorrendo no mais alto grau de surrealismo.
Ao adentrar tal ilha, tive um encontro inesperado com a realidade, mais precisamente aquela compartilhada por aqueles que leram apenas as primeiras linhas do livro "Informações básicas para entender algumas coisas do mundo e da humanidade que não são contadas na novela das oito".
E do contato com estes seres humanos, algumas perguntas passaram a martelar minha cabeça: 1) O que eu estou fazendo aqui?; 2) O que estas pessoas estão fazendo aqui?; 3) Sério que você pensa assim?; 4) Molho arrabiata vai tomate em lata ou fresco ou os dois?; 5) De onde vem toda essa raiva?; 6) Por quê?; 7) Onde isso vai parar?...
Respostas para tais perguntas ainda estão difíceis de serem encontradas; só mesmo uma boa análise antropológica poderá decifrar e explicar todos os meandros que envolvem a louca dinâmica desta ilha.É, estamos precisando de uma análise institucional... e, sobretudo, humana.

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